sábado, 24 de março de 2012

Bruchettas de entrada


Antes de tudo. No início de tudo. Sente-se o calor. A aproximação inegável. Ideal para começar a busca e o insaciamento das almas prisioneiras do desejo. É um dos “nossos” antipastos… antes do prato principal em que a plenitude saciável se completa. Começamos… aproxima-te!

 
Ingredientes:

Uma baguete grande

Queijo de cabra às rodelas
Tomate às rodelas q.b.

Dentes de alho laminados finamente q.b.
Orégãos q.b.

Milho q.b.
Salsa picadinha q.b.

Pimenta q.b
Azeite q.b.



Com a subtileza com que me conheces, divido a baguete longitudinalmente e depois divido cada uma das partes em três. Ligo o forno, para ficar bem quente como eu!

Coloco os pedaços da baguete num tabuleiro propício para ir ao forno. Talvez seja da estação do ano ou da tua presença em mim, mas continuo quente!

Rego os pedaços de baguete com um finíssimo fio de azeite e sobre os mesmos coloco algumas finas fatias do dente de alho. Sobreponho as rodelas de tomate. De seguida, o queijo de cabra, alguns grãos de milho. Observo o teu olhar em mim!

Continuo: polvilho com a salsa picadinha, os orégãos e a pimenta. Vai ao forno, que já está quente! Como eu e tu! Rego com mais um finíssimo fio de azeite e vai ao forno, por cerca de 5  a 10 minutos, até o queijo derreter e a bruchetta dourar. E a nossa bruchetta está pronta! Faz-me uma… bruchetta!



Beijos e abraços

quinta-feira, 1 de março de 2012

Bolinhos de Leite como ensinei à Mamy


Quero um bolinho de leite, mamã! Como aquele que vi ontem. Ainda gosto destes bolos… de leite imaculado. Deliciem-se!!!
Ingredientes:
400 gramas de açúcar

100 gramas de farinha
0,5 litro de leite gordo quente, quase fervido

5 ovos
1 colher de sobremesa de manteiga ou de margarina

Raspa de um limão


Numa tigela misturo com toda a delicadeza o doce açúcar e a voluptuosa farinha. Depois, com calma e singelos gestos, misturo os ovos, um a um, e mexendo entre cada adição. Paro, observo, o pensamento voa-me e sonho. Surges pela janela da memória de uma consciência apaixonante. Aqueço.

Aqueço o leite até quase ferver, mas sem deixar ferver. Aquece-se até quase borbulhar de prazer, o leite. Deito uma colher de manteiga no leite, que se derreterá, como eu por ti. Junto o leite ao preparado anterior.
De volta às memórias de nós os dois, quase aquecendo como o leite! Que não ferveu, mas aqueceu… tão bons aqueles momentos… reticências do amor de alguém, de ninguém, de mim, de ti mexo tudo na tigela. Raspo o limão para aromatizar. Aromatizado meu paladar de ti. Daquele beijo que não esqueci. Aquele beijo.
Já deixei preparadas forminhas barradas com manteiga e já tenho o forno ligado, para estar bem quentinho. Deito o preparado até cerca de 2/3 de cada forminha e vai tudo ao forno, a meio doo forno, por cerca de 15 minutos. Depois desenforma-se e deliciamo-nos. São tão bons todos… os momentos partilhados… nas reticências do amor da consciência apaixonante.


Beijos e abraços

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Bacalhau com Outros


Dizem que quer Allium sativum, mas também fica bem com os outros. Tu ficas, sempre e só, bem comigo. Nós os dois, bem, nós os dois. Sem mais nada, num quadro só nosso. Eu e tu… sem os outros. Para os outros o bacalhau.

 Ingredientes:
Uma posta de bacalhau

Dois ovos
Uma batata grande aos cubos

400 gramas de grão cozido
2 cebolas às rodelas

3 dentes de alho picados
Azeite q.b. , mas em abundância

Sal quase nenhum
Pimenta q.b.

Queijo da ilha ralado q.b.
Salsa e coentros q.b.


Num tachinho coze-se a posta de bacalhau juntamente com os ovos. Deixa-se arrefecer e desfia-se o bacalhau. Descascam-se os ovos e cortam-se às rodelas. Reservam-se os citados ingredientes.





Pintas-me numa imagem da cor da alvorada. Pinto-te a meu lado. Dois corpos em movimento estático da imagem. Só nós os dois.

Numa frigideira, deita-se azeite e aloiram-se as cebolas, às rodelas. Retira-se a cebola, quando estiverem bem loirinhas e junta-se mais um pouco de azeite e acrescenta-se o alho a dar gostinho ao azeitinho. No azeite quente com o alhinho, salteia-se a batata aos cubinhos. Desliga-se o fogão. Junta-se a cebola à batata e deixam-se misturar os sabores. Junta-se o grão cozido.




O quadro compõe-se como a melodia do chamamento. Chamas-me. Chamo-te como violinos orquestrados por ti neste nosso quadro. O movimento estático da imagem continua…

Passemos a próxima operação: num tabuleiro próprio para ir ao forno misturam-se o bacalhau, os ovos, a cebola, a batata e o grão. Rectifica-se o sal, se for caso disso, polvilha-se com pimenta. Envolvemos tudo. Picam-se a salsa e os coentros sobre o Bacalhau & os Outros. Cobre-se com uma fina camada de queijo da ilha ralado. Vai ao forno até derreter. …derretidos ficamos, um pelo outro, e vamos para o leito. E serve-se a refeição.


beijos e abraços

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Feijoada de Frango


festa na aldeia. Todos se juntam à volta da fogueira. O frio não arrefece, mas os corpos inundam de calor a praça. Ninguém olha. Todos sentem o mesmo. Ninguém fica indiferente. Entre o laranja das labaredas, observo-te passo a passo. Dás um trago no copo com um líquido irreconhecível pela distância de gentes que nos separam. Fecho os olhos e abro-os para a quimera do nosso campo… onde pela manhã o frango se apresenta num pica-pica ritmático dos físicos onde a metafísica se sente. Transcendental

Ingredientes:
1 lata pequena de tomate pelado
1 cebola grande

1 dente de alho
Meio frango do campo cortado em pedaços

5 cm de chouriço de carne
Picante

Sal q.b.
Uma lata média de feijão branco

1 cenoura grande às rodelas
Coentros frescos q.b.

10 cl de água

Refoga-se, numa panela ou num tacho, uma cebola cortada às rodelas finas, o dente de alho picadinho e uma lata pequena de tomate pelado. Deito-te nos verdes campos como os do poeta. Feito o refogado, junta-se o frango e tempera-se de sal, deixa-se cozinhar. Aproveitando o gozo do tempo, sugamos a híbrida energia do encanto. Quando o frango estiver cozinhado, junta-se o naco de chouriço às rodelas bem como a cenoura também às rodelas. Misto egoísta de deleite. Deixa-se cozinhar mais um pouco até as cenouras estarem rijamente cozinhas. Nesta festa corpórea sente-se uma magia pueril. Deita-se a água e quando esta levantar fervura junta-se o feijão e o picante. Provo-te, de novo. Prova-se. De novo, provas-me.

Retifica-se se for caso disso. Retorna-se aos verdes campos, do poeta. Pica-se um molhinho de coentros e junta-se tudo no tacho. Descemos do utópico idílico firmamento e desligamos. Desliga-se o lume e deixa-se tudo apurar com uma tampa na panela ou no tacho. Beijamo-nos. De seguida, serve-se e toma-se a refeição em festa.
 

Beijos e abraços

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Baba de Camelo by Pedrocas



Podia ir visitar a minha Tia a Marrocos, novamente, ip, op
Mas a minha Tia já não está em Marrocos, ip, op

O camelo e a sua baba estão em Marrocos, ip, op
Vou visitar a minha Tia à Praça do Brasil, ip, op



Ingredientes:
1 lata de leite condensado cozido

2 gramas de sensualidade no toque

4 ovos
2 gramas de voluptia no olhar
2 colheres de sopa de caramelo líquido


Abre-se a lata de leite condensado. Dou-te a lamber a tampa. Deita-se o conteúdo da lata numa tigela de vidro propícia para ir ao microondas. Lambeste. Junta-se ao leite condensado as gemas e mistura-se tudo muito bem com a ajuda de um garfo... E vai tudo ao microondas durante um minuto na potência máxima. A nossa potência... Tira-se do microondas e mexe-se novamente. Mexes-me também...



À parte, batem-se as claras em castelo. Quando estiverem muito firmes, junta-se o caramelo e bate-se mais um pouco. Estou firme.

Misturam-se as claras, pouco a pouco, ao leite condensado com as gemas. Entre cada acréscimo das claras, bate-se, com uma vara de arames, de baixo para cima para que fique uma mousse leve e voluptuosa. Beijas intensamente meu corpo.Terminada a mistura, a Baba de Camelo está pronta. E eu estou pronto!Divide-se por taças individuais ou numa grande taça. Leva-se ao frigorífico, pelo menos durante 4 horas. Em conjunto, lambemos os resquícios da tigela e ficamos adocicados, peganhentos de amor e paixão.



Receita simples e rápida. É a nossa.



Beijos e abraços

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Biscoitos da Kiki



Amassa a massa que tem graça. Kiki?...? Dá-me a massa! Amasso o laço. Kiki?...? Não é devasso… é pequenino… Ri. Envergonha. É pequenino. Está pequenino o biscoitinho para a Kiki. Kiki, apita aqui! Estes são de inspiração Kiki...


Ingredientes:
400 gramas de farinha com fermento
200 gramas chávena de açúcar
2 ovos
¼ chávena de azeite fervido e esfriado
Canela a gosto e/ou erva-doce a gosto



 Misturam-se os ovos com o açúcar, depois em fio junta-se o azeite e continua-se a bater.

Aos poucos, vai-se juntando a farinha, com a ajuda de uma colher de pau. A massa vai tomando consistência e amassa-se, agora, com as mãos. Quando despegar das mãos, divide-se a massa em duas partes. A uma das partes junta-se canela e a outra erva-doce moída. Amassa-se cada parte.

Formam-se pequenas bolinhas, com a ajuda de alguma farinha para que as bolinhas se despeguem das mãos, e vai ao forno, a 200 graus, por cerca de 5 a 10 minutos.



Estão prontos.




Beijos e abraços

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Quadradinhos de Laranja ou Códrrrradinhes de Larrrranja à miga de Setúbal


Laranjais, verdes, amarelos, castanhos e laranjas. São da cidade de poetas, fadistas, pescadores. Laranjas dos artistas. Dos laranjais e vinha a cidade do sereno rio. Ah pah sóce, nã asses má bógas. Agora um docinho de laranja. Laranjas do quintal da minha infância.

Ingredientes:
400 gramas de açúcar
100 gramas de farinha
1 colher de sopa de fermento em pó
Raspa de 5 laranjas
Cerca de 0,5 litro de sumo de laranja natural
6 ovos
Margarina q.b. e papel vegetal q.b.

  
Liga-se o forno numa temperatura média. Barra-se um tabuleiro de alumínio com margarina e forra-se com papel vegetal que também é barrado com margarina e reserva-se.

Numa tigela, com toda a tua subtileza, finges que obedeces e deitas o açúcar, a farinha e o fermento em pó e mistura tudo muito bem com a ajuda de uma vara de arames. Finjo que mando. O poeta é um fingidor. Alguém disse. Foi ele.

De seguida, sem fingimentos, junta-se um ovo e bates. Repete-se a operação até findar os ovos e entre cada adição bate-se muito bem, de baixo para cima para que o creme crie ar e ganhe leveza. Isto evita a formação de grumos na massa.

Ao creme, sem fingimentos, junta-se a raspa das laranjas. O creme, sem fingimentos, ganhará a tonalidade alaranjada. Continuas a obedecer. Fingindo. Ao creme junta-se o sumo da laranja e mistura-se tudo muito bem. O cheiro é teu. O cheiro é agradável.
Deita-se tudo no tabuleiro e vai ao forno, a uma temperatura intermédia branda/média, por cerca de 20 a 25 minutos.

Para verificar a cozedura do bolo, sem fingimento, com a ponto do dedo calcas o centro e sente-se a consistência. Deixa-se arrefecer. O fingimento é nosso. O bolo arrefece. Tu finges que não. Eu finjo que não. É um fingidor o poeta.

Corta-se o bolo em cubos e coloca-se cada cubo de bolo numa forma de papel frisado. E os Quadradinhos de Laranja estão prontos.









CONSELHO: Acompanhe com um delicioso Moscatel de Setúbal.












Beijos e abraços.