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sábado, 5 de outubro de 2013

Sopa de Tomate com Ovos Escalfados parecida com a da Madrecita


 
Vermelho, vermelhou, vermelhaste-me… invadiste-me a cor, tornaste-me mais um… dos teus. Presa nos teus braços, nesta selva sem árvores e sem predadores. Presa fácil vermelha.



 

Ingredientes:
4 ou 5 tomates maduros

Duas cebolas
Duas batatas

4 a 6 ovos Dois dentes de alho

Um pedaço de pimento vermelho
Azeite q.b.

Cerca de 1,5 litro de água
Sal q.b.

Salsa, coentros e hortelã q.b.

 

Começamos por colocar a panela ao lume com um pouco de azeite, deitamos os dentes de alho picados, os tomates e as cebolas aos pedaços e deixa-se cozinhar. Depois passa-se tudo com a varinha mágica… vrummmmm…
Coração vermelho e tocas-lhe como quem toca vermelhos sentidos que me centram. Cheios. Muito cheios de explosão de ternura e carinho transformados em amor.

De seguida, junta-se ao preparado as batatas cortadas em pequenos cubos e um pouco de água. E deixa-se cozer, cerca de 8 a 10 minutos. Junta-se mais água e deixa-se levantar fervura. Junta-se o pimento picado. E deixa-se cozinhar mais um pouco. E não te deixo só, fico-te e aguardo-te, como vermelho.


Acrescenta-se mais água, deixa-se levantar fervura. Tempera-se de sal. E agora mergulha-se no sentimento e, um a um, acrescentam-se os ovos. Pica-se a salsa e os coentros e junta-se à sopa. Deixa-se cozinhar mais um pouco… e desliga-se o fogão. Juntamos um pé de hortelã e tampa-se a panela, para que o sabor fresco da hortelã se espalhe por toda a panela e aromatize a sopa que apetitosa aos olhos está.

O sabor ácido de açúcar a amor sente-se pelos lábios e lânguida língua. Esperas-me. Tocas. Tocamos. Tocamo-nos.


Está tudo pronto. Serve-se e delicia-se. Bom apetite.

 

Beijos e abraços

terça-feira, 24 de julho de 2012

Sopa de Peixe à minha maneira


Deus dos Mares, Neptuno, no teu mundo. Serei?!?! Entre algas e ondas como nas conquistas dos mundos viventes. Nada. Nada mais. Nadamos. Entra nos meus mares. Sabor a marés.



Ingredientes:                
2 batatas

2 curgetes
2 tomates

3 cenouras
4 cebolas

1 dente de alho
1 alface pequena

Coentros q.b. (um molhinho)
Pimenta q.b.

Sal q.b.
2 postas de peixe (usei imperador)

Azeite (um fio generoso)
Água (cerca de 1,5litro)


Entre húmidos desejos, com paladar de beijos salgados... o desejo avassala-me! Em água abundante, temperada de sal a (meu) gosto, coze-se o peixe. Preparam-se os legumes. Descascam-se as batatas, as curgetes, as cenouras, as cebolas, o dente de alho. Lava-se tudo muito bem. Lavam-se os tomates e a alface.


Depois do peixe cozido, retira-se da água e reserva-se o peixe a arrefecer. À água de cozedura do peixe, juntam-se todos os legumes. E leva-se a cozer. E se necessário junta-se mais um pouco de água.

Pedi aos deuses que teu corpo fosse meu… os deuses cederam! Teu corpo envolve-se no meu… é meu… nos mares dos deuses!

Entretanto, desfia-se o peixe.

Uma vez os legumes cozidos, desfaz-se tudo em puré com o auxílio de uma varinha.

Há quem olhe… e testemunhe que me pertences! Assim os deuses deixaram… delicias-te no paladar salgado de cada beijo meu!

Retifica-se o sal. Tempera-se com pimenta moída no momento, é o ideal. Junta-se o peixe desfiado e generosamente um molhinho de coentros picadinhos. E o fio de azeite generoso.

Deixa-se levantar fervura e desliga-se o fogão. Já está!! Assim os deuses quiseram…



Beijos e abraços

domingo, 8 de janeiro de 2012

Creme de Abóbora com Ervilhas e Cenoura

A noite está fria… tua alma está fria… estou frioaquece… não consegues! Deixa tentar. Imperativamente vou tentar. A alma é minha. Não a perdi. A tua. A minha. Aquecemo-nos.



Ingredientes:
Uma batata
Um nabo médio
Duas cebolas médias
Cerca de 400 gramas de abóbora menina
Ervilhas q.b.
Uma cenoura média
Água q.b.
Sal e azeite q.b.

Cortam-se a batata, nabo, as cebolas e a abóbora menina em fatias e leva-se a cozer ao lume, tapados de água, numa panela, a cozer muito bem. Tua alma continua fria. Minha também.Uma vez cozidos os legumes, passa-se tudo com o auxílio de uma varinha até ficar tudo num sedoso puré. Sedosas peles as nossas.
Acrescenta-se mais um pouco de água, tempera-se de sal e junta-se as ervilhas e a cenoura, cortada em pequenos cubos, e vai tudo novamente ao lume a cozer em lume médio-brando. Preparas tudo para aquecer friamente.
Quando levantar fervura, rega-se com um fio de azeite e deixa-se cozinhar por cerca de um a dois minutos. Agora aproximas-te... sabes que está a chegar o momento.
E a seguir desliga-se o fogo, vamo-nos aquecer com esta sopinha… Os corpos agradecem, o frio quebra-se entre os dois e o resto… é à mesa!



Beijos e abraços

domingo, 11 de dezembro de 2011

Creme de cenoura com ovo




Aqueles beijos que te gelam os movimentos e te prendem ao calor do meu corpo são elixir desta paixão imensurável… frio, sente-se na ausência dos meus lençóis… ausentes! Aquece-me… com este creme.

Ingredientes:
Três a quatro cenouras

Duas cebolas
Uma batata grande

Um nabo pequeno
Cerca de 1,5 litro de água

Sal q.b.
Um fio de azeite

Dois ovos
Uns pezinhos de salsa

Cortam-se todos os legumes aos pedacinhos e colocam-se numa panela. Tapa-se os legumes de água e reserva-se a restante água e leva-se ao lume a cozer! Uma vez os legumes cozidos passa-se tudo com a ajuda de uma varinha. Essa varinha mágica como a tua boca. Acrescenta-se a restante água e tempera-se de sal. Deixa-se levantar fervura e, no preciso momento em que a ebulição, em ti, se faz sentir, juntam-se os ovos, em fio, ligeiramente batidos e deixa-se cozinhar, cerca de um minuto para os ovos cozerem.
Desliga-se o fogão. E pica-se os pezinhos de salsa para dentro da panela, que se tapa de seguida com a devida tampa.

Aguardam-se dois minutos. Aproveita-se para a troca de alguns ósculos… e serve-se. Quente sensação… quando te beijo.



Beijos e abraços.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Creme de Abóbora com Alho Francês e Amêndoa

Pueril no chamamento como que sem senso do momento a gozar. Daquele aborrecimento matutino ao prazer vespertino chegas e estás! No nefasto momento noctívago aspiras meu ser e apelas para que sejas teu. Resisto. Resistir para quê? A razão é tua. O desejo é meu. O prazer é teu… e meu no saborear deste creme de abóbora com alho francês e amêndoa.

Ingredientes:
2 a 3 cebolas
2 batatas
1 alho francês
2 a 3 cenouras
300 a 500 gramas de abóbora menina (e moça)
Água q.b.
Sal q.b.
Amêndoa laminada q.b.
Um pezinho de hortelã
Azeite q.b.

Como que por obrigação, mas em sentido prazeroso, no momento, descasco as cebolas e sofro nas lágrimas escorridas do meu singelo rosto. O mesmo faço às batatas e ao nabo. Lavo tudo muito bem. Faço o mesmo ao alho francês. Corto-o ao meio e reservo metade.
Numa panela coloco as cebolas, as batatas, o nabo e o alho francês partidos aos pedaços. Junto-lhes a água até tapar. Descasco as cenouras. Lavo-as. Corto-as. Coloco na panela. Descasco a abóbora (o pedaço desta abóbora menina) e reservo ¼ da mesma. Coloco o restante na panela e rectifico a água até tapar a totalidade dos legumes. Ligo o lume. Estou em brasa, revolto neste sentido de tudo… e nada me fazes. Desespero. Os legumes cozem.
Ao alho francês dou golpes certeiros fatiando-o;  à abóbora com transversais golpadas em cubos fica transfigurada. E os legumes da panela cozeram. Auxiliado pela varinha trituro tudo em puré. O creme está feito, mas não finalizado. Deito-lhe o alho francês, um pouco de água fria e sal a gosto, porque gosto deste momento sofrido pela resistência a teu paladar íngreme dos sentidos desvairados da ausência do teu corpo no meu.
O alho francês começa a cozer. Agora, sim, deito na panela a abóbora para que coza o necessário sem se desfazer. Junto o azeite, deixo cozer um minuto. Já está. Rio. Agora chegas-te, aproximas-te, o aroma desperta-te, suplicas-me porque queres. Depois disto tudo… queres e desejas. Saciar-te-ei. Sonharás por mais… teu pensamento prisioneiro ficará… por mais. E agora?
Numa frigideira antiaderente torro um punhado de amêndoa laminada. A operação é quente e fugaz. Delicado tempo de execução.
À panela acrescento um pezinho de hortelã e tapo-a. Fresca e quente se sentirá cremoso de alho francês e menina abóbora.
Entrego-me. Sirvo-te. Inclino-me. À tua mercê… numa tigela, coloco à superfície um colher de sobremesa da amêndoa torrada e uma folha de hortelã. Delicia-te. O prazer será meu também.




Beijo-vos e abraço-vos.